Pouco mais de uma semana depois de ter atualizado o meu Ubuntu para o 11.04 (Natty Narwhal), estou chegando a algumas conclusões a respeito do novo sistema. Não que tenha sido tempo suficiente para observar todas as vantagens e desvantagens do Natty, mas creio que as funcionalidades mais importantes já foram experimentadas por mim, permitindo uma análise tanto conceitual como prática.

O primeiro ponto é que o sistema continua a trazer o que tem de melhor: o foco no usuário final. Nada de complicações desnecessárias. A instalação corre tranquila e de forma intuitiva. A central de programas está cada vez mais fácil de usar, de forma que qualquer usuário pode usar o sistema sem quebrar a cabeça, sem precisar conhecer toda a sintaxe da linha de comando (apt-get a life). Obviamente, se você aprecia a linha de comando (como eu), ela está lá. Outra grande vantagem do Ubuntu.

Mas, se a essência continua a mesma, algumas decisões tomadas nesta versão preocupam. Principalmente a adoção do Unity que, à primeira vista, é um ambiente de trabalho bastante agradável. O grande problema é que ele parece forçar sobre o usuário uma nova forma de trabalhar, bastante divergente daquela à qual ele estava acostumado.

Nota: comecei a escrever esta postagem em 2011, depois do lançamento da versão 11.04. do Ubuntu. Não terminei a redação, mas fica como registro de como tudo se desenrolou. Hoje, não tenho o menor interesse de atualizar para a versão 12.10, pois muito provavelmente serei forçado mais uma vez a mudar o modo de usar o computador, com pouca ou nenhuma opção de personalização.

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Até algum tempo atrás era bem simples salvar um vídeo do YouTube que você havia assistido no Google Chrome. No Linux, era só abrir a pasta "/tmp" e lá estava o vídeo com um nome indecifrável, que bastava renomear. Ultimamente, parece que o navegador não usa mais o diretório raiz /tmp para armazenar os vídeos temporários, talvez por uma questão de privacidade. Como achei perda de tempo procurar o novo local, resolvi procurar uma extensão que permitisse baixar os vídeos diretamente na página.

Encontrei algumas extensões, mas achei estranho o pouco número de usuários de cada uma. A YouTube Downloader foi a que instalei primeiro e achei mais interessante, por permitir o download em diferentes definições e tipos de arquivos. A extensão adiciona um botão abaixo do vídeo, ao lado do botão Compartilhar.

Também testei a YouVid. Ela adiciona um ícone à barra de endereços quando se está visitando uma página de um vídeo no YouTube, mas só permite download no formato .flv. Limitada em relação à anterior.

Atualização 1: o método que eu indiquei na postagem original não funciona mais, pois as duas extensões foram removidas pela Google do repositório oficial. O motivo é que elas violam a política da próprio Google, proprietária do Youtube, que não permite o download de vídeos do site (mais informações). Diante disso, você pode utilizar o http://keepvid.com/ ou o aTube Catcher para baixar vídeos do Youtube. O post inicial continua acima para referência.

Atualização 2: existe um modo simples de encontrar o local onde o navegador salvou o vídeo ao qual você assistiu. Basta abrir a pasta pessoal e dar Ctrl+H para exibir os arquivos ocultos. Então, basta localizar a pasta /home/seuusuário/.cache/google-chrome/Default/Cache (Chrome) ou /home/seuusuário/.mozilla/firefox/9w3yvx50.default/Cache (Mozilla Firefox). Obrigado ao leitor Ulysses por postar o comentário com essas informações.

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Os temas do Windows XP tornam a aparência agradável para muitos, mas desabilitá-los pode fazer com que o sistema fique mais leve e ágil. Isso porque os efeitos visuais consomem recursos de processamento e memória consideráveis.

Os passos a seguir são para o caso em que mais de uma pessoa utiliza o computador com uma conta própria.

  1. Clique no menu Iniciar, Executar, e digite "services.msc" (sem as aspas).
  2. Na lista de serviços, procure por "Temas" e clique duas vezes sobre ele.
  3. Na aba geral, procure o texto "Tipo de inicialização" e selecione "Desativado".
  4. Clique "OK". Isso desabilitará os temas e, após reiniciar, seu sistema voltará para a aparência clássica.

Por hoje é isso. Nos próximos dias pretendo publicar outras dicas para deixar o seu sistema rodando na velocidade máxima! ;-)

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Cursos de línguas costumam ser longos e exigir uma certa frequência às aulas presenciais, o que nem todas as pessoas podem em razão de trabalho ou estudo. Além disso, nem sempre são financeiramente acessíveis. Uma alternativa que está surgindo com força é o Livemocha, um site que disponibiliza cursos gratuitos de várias línguas, como inglês, alemão, francês, italiano, japonês, entre outras.

Mudança de título

O título de um blog representa muito, pois é por meio dele que se tem uma primeira noção sobre o próprio conteúdo. Por isso, resolvi modificar o título para "Iteração", que se relaciona bem com os assuntos sobre os quais tenho tratado neste espaço. Para quem ainda não entrou em contato com a palavra, abaixo vai a definição:

iteração
i.te.ra.ção
sf (lat iteratione) Ato de iterar ou repetir. (Michaelis)

Iteração é algo que o computador, em particular, e a informática, em geral, podem fazer em seu lugar. Por outro lado, é o que você não deve perder tempo fazendo. São questões e informações a respeito disso, e talvez mais, que pretendo compartilhar aqui.

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Quem tem alguma noção de JavaScript pode agilizar algumas tarefas utilizando marcadores/favoritos escritos nessa linguagem. Você pode adicionar funcionalidades que muitas vezes só são disponibilizadas por meio de plugins, e nem sempre é interessante ter um monte de plugins instalados para poder fazer coisas simples.

Vamos criar um marcador simples, passo a passo, para que até quem ainda não conhece JavaScript possa começar a entender. A funcionalidade que vamos implementar é a de adicionar a página atual ao Delicious, um serviço de marcadores social.

Se estiver no Firefox (não achei opção parecida no Internet Explorer, apesar de teoricamente o link também funcionar), clique em Favoritos->Organizar favoritos, e em seguida clique com o botão direito do mouse sobre o item Menu favoritos. Clique na opção Novo favorito e preencha da seguinte forma:

  1. Nome: digite Adicionar ao Delicious
  2. Endereço: coloque javascript:window.location="http://www.delicious.com/post?url="+encodeURIComponent(window.location)+"&title="+encodeURIComponent(document.title)
  3. Os campos Marcadores e Descrição são opcionais.

Sobre o endereço: a parte "javascript:" diz ao navegador que esse endereço é na verdade um código em JavaScript. "window.location=" informa que deve ser acessado o endereço Web a seguir. O endereço deve estar entre aspas, e podemos concatenar usando sinais de "+". Neste caso, utilizamos a função encodeURIComponent(window.location), que retorna o endereço da página atual codificado para URL, e a função encodeURIComponent(document.title), que retorna o título do documento/página atual também codificado.

A funcionalidade criada aqui foi bem simples, existem muitos recursos que podem ser utilizados dessa forma. Entretanto, serve para o nosso propósito de demonstrar como criar favoritos que podem simplificar a sua navegação na Internet.

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